Animais contribuem para a qualidade de vida dos idosos
Quando o idoso, dentro de suas capacidades, fica responsável por um animal de estimação costuma ser incentivado a práticas de algumas atividades, como por exemplo, fornecer água e alimento para o animal, escovação, brincadeiras, cuidar de sua saúde, higiene e inclusive levá-lo para passeios e pequenas caminhadas. Estes passeios podem ser uma importante abertura para um contato social casual, e interações com outras pessoas que também gostam de animais. Esta interação, que ocorre de maneira muito natural, é extremamente benéfica.
O fato de ser o “responsável” pelo animal também faz com que o idoso se sinta importante e útil, sendo estes sentimentos extremamente valiosos para sua auto estima.
Os animais também são excelentes companheiros e amigos. Esta companhia e afetividade ímpar dos animais podem auxiliar em períodos difíceis como por exemplo, dias de solidão, saída dos filhos de casa, depressão, traumas e até mesmo durante o luto.
Algumas atividades ou terapias para idosos, desde que haja afinidade, também podem contar com a participação de animais. Muitos trabalhos relatam que a presença dos animais, durante uma sessão ou tratamento, pode facilitar o trabalho dos profissionais. Além de facilitar a comunicação entre o profissional e o assistido, a presença dos animais estimula a participação do idoso, torna as sessões mais agradáveis e os exercícios e atividades menos difíceis. Os profissionais, dentro de uma equipe multidisciplinar, envolvem os animais no planejamento das sessões, explorando a afinidade com os animais, sua área de conhecimento e principalmente muita criatividade para alcançar o objetivo proposto.
Não pode-se generalizar, mas algumas instituições para idosos possuem algumas características em comum, como por exemplo: rotina rígida, visitas programadas (dias ou horários pré estabelecidos); horários fixos de café da manhã, almoço ou jantar; horários para tomar banho, dormir ou acordar; pouca ou nenhuma atividade, seja ela física, intelectual ou social. Baixos níveis de atividades físicas e de contato social podem ser fatores de risco para sintomas depressivos.
A introdução de animais em lares para idosos pode ser uma importante forma de quebrar esta rotina, alegrar o ambiente, proporcionar boas expectativas, como por exemplo, aguardar a próxima visita.
Desde que dentro de um contexto, e de forma orientada, esta introdução pode ser muito benéfica para que os idosos se sintam mais estimulados, cultivem sentimentos de afetividade, responsabilidade e cooperativismo.
A presença de animais também pode ser benéfica por desviar a atenção de problemas pessoais e de saúde, ser um assunto agradável e em comum, amenizando o sofrimento, a solidão, distraindo o idoso e proporcionando momentos alegres, e sentimentos de afetividade, compaixão e bem estar.
Fonte:
SILVA, M. R. Estudos sobre os benefícios da interação ética entre homens e animais. Cursos Zooterapia <http://www.cursoszooterapia.com.br>
Fotos:
Arquivo Pessoal. Homenagem ao meu avô paterno, João Ribeiro da Silva, de 86 anos, que assim como meu avô materno, José Liberali Sobrinho, me ensinou desde a infância o significado de “AMOR, CARINHO E RESPEITO AOS ANIMAIS”.




