TERAPIA MÚTUA: Um relax bom pra cachorro
Terapia com o carinho de crianças especiais e idosos acaba com o estresse do cães da PM
Por Roberta Trindade
Rio – A vida de cachorro na Polícia Militar não é fácil. Para acabar com o estresse dos cães que participam de operações policiais, um dos melhores remédios tem sido a terapia feita com crianças especiais e idosos. Até bem pouco tempo, os bons resultados eram considerados apenas nas pessoas, que passam a apresentar melhoras nos quadros de ansiedade, estresse, hipertensão, autoestima, comunicação e sensibilidade ao toque.
“A terapia é boa para os cães também. Eles gostam de ser abraçados e acariciados. São cães que também têm um trabalho estressante e aqui relaxam no contato com as crianças”, explica o sargento Adilson da Silva Franco, adestrador do canil do 7º BPM (São Gonçalo) no abrigo público Centro Integrado da Criança e do Adolescente Portador de Deficiência Professor Almir Madeira, da Fundação para a Infância e Adolescência, em Niterói.
Muitos policiais admitem que até eles mesmo esquecem dos problemas quando levam os cães para a terapia.
Responsável pela equipe de cinoterapia (tratamento com ajuda de cachorros), a capitão Danielle Suzye Pereira, do recém-criado Batalhão de Ações com Cães, antiga Companhia Independente de Polícia Militar de Cães, explica que os cachorros atualmente são escolhidos para fazer a terapia de acordo com o seu temperamento. Não são todos que participam.
O subcomandante do BAC, major Vitor Valle, explicou que, com a criação do batalhão, está havendo uma mudança no projeto para melhorar a qualidade e ampliar o serviço, para que mais pessoas tenham acesso.
Treinamento começa aos 10 dias de vida
Os resultados têm sido tão satisfatórios que agora, aos 10 dias de vida, os animais já estão começando a ser treinados para o contato nas instituições, o que deverá melhorar o resultado da terapia para ambas as partes.
Atualmente com 4 meses, os labradores Nina e Marley estão sendo treinados especialmente para fazer parte da equipe adestrada.
Considerado um dos principais amigos dos cães, Jorge Ibrahim, 42 anos, morador do bairro de Olaria, na Zona Norte do Rio, foi um dos primeiros assistidos pelo projeto dos Cães Terapeutas, quando os animais ainda não recebiam treinamento específico para o serviço. Para ele, o treinamento especial só tende a aprimorar a terapia.
Fonte: http://migre.me/criar-url/

